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Culinária afro-brasileira

Você conhece coisa mais gostosa que a comida brasileira?
A mistura das tradições indígenas, européias e africanas nos deu uma variedade incontável de delícias para se esbaldar. Sei da importância dos índios e europeus na culinária, mas uma das contribuições mais importantes aos nossos hábitos alimentares, foi aquela que veio da África, trazida pelos escravos. Se os comerciantes de escravos traziam as especiarias, os escravos traziam na memória os usos e os gostos de sua terra. Era aí que estava o segredo.
A mistura das tradições indígenas, européias e africanas nos deu uma variedade incontável de delícias para se esbaldar. Sei da importância dos índios e europeus na culinária, mas uma das contribuições mais importantes aos nossos hábitos alimentares, foi aquela que veio da África, trazida pelos escravos. Se os comerciantes de escravos traziam as especiarias, os escravos traziam na memória os usos e os gostos de sua terra. Era aí que estava o segredo.
Assista ao vídeo do restaurante Mama áfrica, que trabalha com culinária afro-brasileira:
Os escravos não tinham uma alimentação farta. Comiam os restos que os seus senhores lhes destinavam. Os ingredientes nobres, o preparo requintado e as maneiras européias à mesa aconteciam na casa grande. Enquanto isso, a cozinha negra se desenvolvia na senzala, em tachos de ferro.

Hoje em dia, os pratos e os temperos da cozinha negra fazem parte da nossa alimentação. São saboreados no dia-a-dia e também nas festas populares. Os caldos, extraídos dos alimentos assados, misturados com farinha de mandioca (o pirão) ou com farinha de milho (o angu), são uma herança dos africanos. O azeite de dendê também foi um dos ingredientes mais importantes da culinária negra. É ele que dá a cor, o sabor e o aroma de tantas receitas deliciosas como o caruru, o vatapá e o acarajé.

Para terminar, não se posso deixar de mencionar um dos pratos favoritos do país, e meu: a feijoada. Enquanto as melhores carnes iam para a mesa dos senhores, os escravos ficavam com as sobras: pés e orelhas de porco, lingüiça, carne-seca, eram misturados com feijão e cozidos num grande caldeirão.

E viva a África!
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