Posts filed under ‘Capixaba’

Sexta-feira santa – Prepare-se para comer bem

Não comer carne na sexta-feira santa é uma forte tradição para os católicos.
Semana santa jesus

A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne.
Sendo assim, por que não aproveitar a Semana Santa e usar esse dia para comer um pratinho diferente?
Opções não faltam!
Confira essa Receita de bacalhau m vídeo:

Nesse período a Torta Capixaba, a maior vedete da culinária do meu amado estado entra em cena, arrebatando a paixão e a preferência dos capixabas na hora de fazer a abstinência de carne vermelha.
Confira uma deliciosa receita de torta capixaba:

Torta capixaba
Ingredientes
500g de palmito natural previamente cozido
200g de siri desfiado e cozido
200g de caranguejo desfiado e cozido
200g de camarão cozido
200g de ostra cozida
200g de sururu cozido
200g de badejo desfiado e cozido
500g de bacalhau desfiado e cozido
Dica: para cozinhar todos os ingredientes, deve-se fazer uma moqueca individual para cada um e retirar o caldo, deixando-os o mais seco possível
Modo de preparo
Prepare um refogado com cebolas, alho, pimenta, azeite doce, azeitonas e limão. Leve ao fogo com palmito natural e espere até desaparecer a água e ganhar consistência. Junta-se, depois de limpos, desfiados, cozidos e espremidos, os ingredientes acima, mexendo até a água secar.
Retire para esfriar um pouco e misture uma parte da espuma de seis claras em neve com as gemas. Quando se adicionarem os temperos aos mariscos, deve-se colocar o bacalhau para enxugar e dar liga à massa.
Cozinham-se à parte seis ovos (para enfeitar o prato), junto com a azeitona e algumas rodelas de cebola branca. A massa deve ser posta em uma panela de barro e decorada por cima com as cebolas, ovos e azeitonas. Quando a espuma em cima da torta estiver corada, a torta está pronta para ser servida.
Rendimento: seis pessoas.
Bacalhau batatas

Bom apetite!
Posts anteriores relacionados:
Alimentação no carnaval
Moqueca capixaba – delícia de minha terra
Natal: a festa da comilança
Vegetarianos
Bacalhau e Chester, você já viu?

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março 19, 2008 at 5:55 pm 3 comentários

Moqueca capixaba – delícia de minha terra

moqueca-e-cia_prato_1.jpg
Como sou capixaba, fui recentemente indagado do porquê ainda não escrevo nada de minha querida terra nesse blog. O Estado do Espírito Santo possui uma culinária muito rica. Vem de uma miscigenação de culturas indígena, negra, européia. Falarei da, famosa internacionalmente, moqueca capixaba. Prato mais conhecido da culinária do Espírito Santo. O nome “moqueca” designa um estilo de preparar o alimento que consiste no cozimento sem água, apenas com os vegetais e frutos do mar e, ao contrário da moqueca baiana, a capixaba não recebe azeite de dendê e nem leite de coco.
brasil-espirito-santo.jpg
Confira uma receita de Moqueca Capixaba. Um dos pratos mais famosos de meu estado.
(para 6 pessoas)
Ingredientes
1,5kg de peixe fresco (robalo, badejo, papa-terra, ou namorado)
3 maços de coentro
3 maços de cebolinha verde
2 cebolas brancas (pequenas)
3 dentes de alho
4 tomates
3 limões
azeite de oliva
sementes de urucum
pimenta-malagueta
óleo de soja ou algodão
sal fino
Modo de fazer:
Limpe bem o peixe, corte-o em postas de 5cm de largura, lave com limão e deixe-o em uma vasilha com água de sal fraca. Separe a cabeça para preparo do pirão.
Soque juntos o alho e o sal.
Em uma panela de barro (grande), coloque um pouco de óleo de soja ou de algodão (duas colheres) e azeite de oliva (uma colher) e adicione a massa obtida no socador, passando-a no seu fundo.
Retire as postas de peixe da vasilha com água e sal. Vire as postas de um lado para outro na panela, arrumando de modo que não fiquem umas por cima das outras.
Corte o coentro, o tomate e a cebola e coloque nesta ordem por cima das postas de peixe que estão na panela. Regue com azeite e suco de limão.
moqueca_humberto_capai_pmv.jpg

À parte, frite em um pouco de óleo quente uma colher (sopa) de sementes de urucum, depois de fritas, retire-as. Na hora de levar ao fogo para cozinhar, despeje um pouco deste óleo por cima do peixe, para dar cor. Quando começar a abrir a fervura, verifique o sal. Não ponha água, não vire as postas e cozinhe com a panela bem tampada. Vá verificando o paladar do sal e do limão. Deixe no fogo forte por 20 a 25 minutos. Balance de vez em quando a panela com auxilio de um pedaço de pano grosso para que as postas de peixe não agarrem no fundo. Quando for à mesa, salpique coentro picadinho.
Como complementos da moqueca capixaba, são indispensáveis o arroz branco, o pirão e o molho. Vamos ao preparo:
Pirão
Use os mesmos temperos da moqueca, reduzindo-os à metade. Aproveite a cabeça do peixe ou uma das postas, previamente separada para este fim. Proceda da mesma forma, desta vez adicionando de três a quatro copos de água ao peixe. Quando estiver cozido, escorra e o desfie. Junte o peixe ao caldo novamente, deixe ferver e quando estiver no ponto máximo de fervura, vá jogando a farinha de mandioca, lentamente para não embolar, mexendo aos poucos com um garfo. Pronto o pirão, corte o coentro, e espalhe por cima antes de servir.
Molho
Amasse seis pimentas-malaguetas no suco de dois limões e três colheres de vinagre de boa categoria. Corte uma cebola em fatias bem finas, fazendo o mesmo com o coentro e as cebolinhas, misturando tudo à medida que for regando com o azeite. Se o molho ficar muito picante, coloque um pouco de água.
Fonte: Governo do Estado do Espírito Santo

Assita a este vídeo que mostra uma receita de moqueca capixaba:
Por favor!
Experimentem!
É uma delícia!

dezembro 27, 2007 at 11:39 pm 3 comentários

Tanajura: vai uma bundinha aí?

A tanajura, espécie de formiga, é uma fina iguaria da culinária, servida torrada e consumida como se fosse amendoim

normal_45099_photo.jpg

Quando o padre Anchieta chegou ao Brasil, um hábito curioso dos índios lhe chamou a atenção: em determinada época do ano, os nativos ficavam ansiosos para colher, aos saltos, ‘frutos’ que vinham do céu. Corriam alegres e enchiam vasos e mais vasos desse alimento que, torrado como amendoim, provocava verdadeiro deleite em toda a tribo e até nos homens brancos que o provavam. Os ‘frutos’, na verdade, eram formigas de abdômen avantajado, conhecidas por muitos como tanajuras ou içás.
De fato, o gosto da tanajura lembra muito o do camarão. No entanto, não é somente o sabor que faz desse inseto um prato bastante apreciado pelos índios e também pelos caboclos das regiões rurais do Brasil. A ‘carne’ da içá tem alto valor protéico.
Segue uma receita de farofa de tanajura:
Ingredientes
– 2 colheres (sopa) de manteiga
– 1/2 cebola picada
– 1 dente de alho picado
– 1/2 xícara (chá) de tanajura
– 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
– sal e salsinha picada a gosto
Modo de Preparo
Numa frigideira derreta manteiga e doure cebola picada e alho picado. Junte tanajura e farinha de mandioca. Misture bem, acerte o sal e polvilhe salsinha picada a gosto.

Tanajura

A tanajura, além de participar da culinária brasileira, também é usada para combater os males da garganta, como faringite, amidalite. Dizem, também, ser a tanajura um prato considerado afrodisíaco, aconselhado às pessoas que sofrem de debilidade sexual. Na linguagem popular, tanajura é a mulher que tem a cintura fina e as nádegas desenvolvidas, as raimundas, os violões.
Um ótimo exemplo de tanajura humana seria a atriz Juliana Paes.
Veja abaixo uma foto dessa maravilha, com e sem photoshop!

Juliana Paes

Incrível!

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A cozinha e suas superstições 
O verbo comer e suas significações – Alimentação e sexo 
Sabor e sedução – afrodisíacos 
A alimentação e seus mitos  

dezembro 4, 2007 at 7:52 pm 5 comentários

A escolha de um restaurante

 

Restaurante

Para a descoberta de um restaurante, há conselhos que a experiência ensina e o bom senso repete. Como há muito se diz, se conselho fosse bom não se dava, se vendia, mas de qualquer forma, aqui vão alguns deles, conseguidos numa rápida pesquisa com clientes apaixonados por restaurantes capixabas:

Se você estiver dirigindo numa estrada, pare no restaurante onde houver o maior número de caminhões ao redor. Os motoristas de caminhões é que sabem das coisas. O ovo menos passado a ferro, a cerveja menos quente. Entre, sente-se e olhe para o que estão comendo. Peça a mesma coisa. Pode ir ao banheiro com relativa segurança. Os toaletes de estrada são mil vezes mais limpos que muitos que você encontra por aí.

Mas se você está na cidade. Sem folhetos, sem guias, sem informações. Duas regras são fundamentais para agradar seu estômago, e, você deve optar por uma delas. Alimentar-se antes que tenha apetite. Ou desenvolver a fome, até que coma qualquer estrogonofe de boteco e ache uma delícia!

Antes de pedir seu prato, peça calmamente licença e vá até o banheiro. Dê uma olhada, tanto no banheiro, quanto na cozinha. Em geral são tão próximos que intercambiam seus odores. Veja a limpeza de um e do outro. Se não agradar, volte, conte uma mentirinha e desapareça dali.

Se o local for aprovado no teste inicial. Ao voltar do banheiro, olhe discretamente as unhas do garçom, os cabelos, a barba. Unhas sujas e o clássico cabelo na comida eliminam o restaurante na hora. Não se esqueça de olhar a toalha. É importantíssimo.

O garçom traz a parafernália. Olhe-a: pratos, talheres, guardanapos. São limpos como os da casa da mamãe?

Logicamente, não se esqueça do mais importante: o sabor da comida. Ele é tudo!

 

Restaurante 02

 

outubro 17, 2007 at 5:16 am 8 comentários


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